Aconteceu no Campus

A importância do Corpo de Cristo no Meio Acadêmico

Imagem Chi Alpha Joinville

Olá, me chamo Rafaela Barboza Torres e eu vou contar como o Chi Alpha teve grande importância na minha vida acadêmica.

Entrei na universidade em 2016 aos dezoito anos, logo após a conclusão do ensino médio, sinceramente eu não esperava que passaria logo na primeira  chamada para o curso de Licenciatura em Química na UDESC. Entrar ali não era a minha primeira opção até porque meu sonho era estudar na UFPR, porém eu não sabia o que Deus já tinha reservado para o meu futuro estudando em Joinville. Esse foi o único vestibular que fiz, pois antes de vir a realizar este eu abri mão de ir a Curitiba para fazer o vestibular, a minha condição financeira no momento não era favorável para que me mantivesse naquela cidade sozinha.

Eu não fazia ideia de como seria a vida universitária, semestralmente vários jovens se veem na condição de terem que sair da casa de seus familiares e cidade para poder estudar, e presenciei essa realidade em todos os semestres. No meu caso, eu vinha para a universidade de transporte intermunicipal todos os dias, levantando às cinco da manhã e retornando para casa às oito da noite. Não foi uma jornada fácil, ficar longe da família para estudar acaba sendo uma opção quando o curso desejado não está tão próximo.

Infelizmente muitos jovens acabam se esquecendo de Deus pelo fato de estar longe da família e não ter mais tanto ‘‘tempo disponível’’ para ir à igreja, pois os estudos acabam sendo prioridade e tudo que o universitário mais faz é se dedicar para as provas e participar das atividades ofertadas pela universidade para garantir horas complementares.

A falta de estar em comunhão com o corpo de cristo acaba esfriando a fé de muitos jovens cristãos universitários, e o fato de estarem agora rodeados de outras amizades, seus costumes acabam sendo corrompidos (1 Co 15.33) caso este jovem não esteja próximo de amizades que compartilhem da mesma fé em Cristo Jesus.

E foi durante essa rotina de estudos em tempo integral que me vi obrigada a estudar até nos fins de semana para dar conta do semestre, o que resultou em um afastamento das atividades que eu exercia na igreja, virando assim o verdadeiro ‘‘crente domingueiro’’.

Como o curso era em tempo integral, alguns dias da semana eu tinha aulas a tarde, porém, no primeiro semestre todas as minhas aulas eram no período matutino e todos os dias eu retornava para casa no horário do almoço, porém, em uma quinta-feira fiquei na universidade para estudar e no restaurante universitário durante o almoço eu ouvi na parte superior do restaurante (mezanino), algumas pessoas cantando o Hino de número 545 da Harpa Cristã:

‘‘Porque Ele vive, posso crer no amanhã.

Porque Ele vive, temor não há.

Mas eu bem sei, eu sei, que a minha vida

Está nas mãos de meu Jesus, que vivo está’’.

E assim que reconheci este louvor não consegui terminar a refeição, e em lágrimas subi até onde eles estavam e sem saber que se tratava de um culto universitário cristão fui recebida pelo Lucas Marangoni e Beatriz Gevaerd que me falaram que o que estava acontecendo ali era o piquenique do Chi Alpha que dava abertura de suas atividades semestrais e eu só sabia chorar e agradecer a Deus por essa oportunidade de adorar ao Senhor dentro da universidade, já que não tinha tanta frequência na minha igreja local e eu já estava com saudade de adorar a Deus. Poder saber que era possível cultuar ao Senhor no meio acadêmico me deixou tão feliz que eu não queria mais perder nenhum encontro do Chi Alpha, só para poder estar com os meus novos irmãos em Cristo, e durante toda a semana eu apenas queria que chegasse a quinta-feira para cultuar ao Senhor. E dar uma pausa na rotina de estudos para dedicar um tempo adorando a Deus acabou sendo um prazer, pois aqueles 45 minutos eram os melhores de todo o meu dia.

Em 03 de março de 2016 foi o meu primeiro Chi Alpha, os encontros eram realizados no auditório nessa época e ali já recebemos grupos de teatro de finalidade evangelística, incluindo da Cia Jeová Nissi e do grupo alterna, com jovens dinamarqueses na companhia do Pastor Richard Zevenbergen, testemunhos de missionários na África entre outros.

Imagem Chi Alpha Joinville

Sempre que podia o Pastor Richard Zevenbergen, um dos responsáveis pelo Chi Alpha no Brasil nos trazia a palavra, e através dos cultos universitário pude conhecê-lo. A dinâmica dos cultos se dava como se estivéssemos na igreja, e uma das músicas que mais falava comigo durante o momento de louvor era a canção ‘‘Meu coração te pertence’’, devido o processo de adaptação da vida universitária.

Rafaela Barboza e Pr. Richard Zevenbergen

‘‘No mais profundo do mar Nos mais altos céus E mesmo se o medo chegar Tu estás, comigo Nunca esteve longe de mim.

E o meu coração te pertence O meu coração te pertence E o meu coração te pertence O meu coração te pertence

Pois tudo o que eu sou O que quero ser O que eu planejo ser Pertence a Ti E só a Ti Deus E tudo o que eu sou O que quero ser O que eu planejo ser Pertence a Ti E só a Ti Deus No mais profundo do mar Nos mais altos céus E mesmo se o medo chegar

Tu estás, comigo Nunca esteve longe de mim.

E o meu coração te pertence O meu coração te pertence E o meu coração te pertence O meu coração te pertence.

Pois tudo o que eu sou O que quero ser O que eu planejo ser Pertence a Ti E só a Ti Deus E tudo o que eu sou O que quero ser O que eu planejo ser Pertence a Ti E só a Ti Deus’’

Depois do louvor era dedicado 1 minuto para que todos pudessem se conhecer e no final alguém trazia a palavra. Foi nesses momentos de interação que conheci a Amanda Caroline Vieira, em 2018 ela estava a frente do SG (small group) das meninas e aos poucos foi me introduzindo nas atividades me capacitando para um dia assumir essa responsabilidade, e em 2019 tive a honra de poder conduzir o SG Girls durante o ano todo com o auxílio da Vanessa Vargas. Acabamos criando um vínculo de amizade tão grande que sempre que dava nos reuníamos durante as refeições.

Reuniões de Quinta da XA Joinvile

E no ano de 2020 continuamos firmes e fortes no propósito de manter a embaixada de Cristo fixo na universidade. O cronograma para o primeiro semestre conta com reuniões de oração nas segundas (pela graça e bondade de Deus na minha responsabilidade) e terças-feiras e o culto universitário está sendo feito fora de quatro paredes, todas as quintas-feiras no mesmo horário. Semestralmente a entrega das tabelas para a disciplina de cálculo como dantes continua sendo uma ferramenta para divulgar o Chi Alpha para os novos acadêmicos juntamente com cartazes espalhados pela universidade.

O Chi Alpha me impactou de tamanha maneira que eu desejo de todo coração que os universitários cristãos mantenham sua fé sendo firmes e constantes sempre abundantes na obra do Senhor (1 Co 15.58) e aqueles que ainda não conhecem os caminhos do Senhor possam vir a conhecer por meio desse ministério estudantil.  Como antes mencionado a fé de muitos acaba se esfriando, por não terem forças de continuar a caminhada ou pela falta de alguém por perto que as incentive na vida cristã, e o Chi Alpha tem sido esse alicerce necessário para o cristão universitário, que em todos os lugares o reino dos céus seja estabelecido e que os embaixadores de Cristo levem o evangelho a toda criatura independente de sua posição social ou ambiente na qual está inserido.

Deus te abençoe.


Rafaela Barboza Torres é estudante de Engenharia Química na UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina e participa do grupo Chi Alpha Joinville